Por vezes acho que me escondo demais e esta pressão social que implementa comportamentos e modos de pensar está a estragar-me, a reprimir-me, não no que faço normalmente, mas no que poderia fazer em situações peculiares. é devido a todo este limite metafisico que as pessoas não se expressam, não se mostram no seu modo mais puro de ser! o facto de já não sabermos conduzir sentimentos é o que faz toda esta falta de amor, sim de amor. porque no fim nós, Humanidade, estamos mais frios porque não sabemos lidar com as emoções, com aquilo que nos define, então preferimos evitar todos esses "males" de insuficiência cerebral, fugindo de tudo... Antigamente existiam amores para sempre, amores que passavam para a história da História e para os que sempre esperaram alcançar essa luz.. porque? bem é claro que por uma série de situações mas no fundo é porque as pessoas "sabiam" o que estavam a sentir, porque "sentir" antes era tao raro que se tornava uma dádiva, porque eramos ensinados a decifrar o sentir, a ir em direcção a ele sem medo, desvendando o que ele queria dizer-nos. Hoje em dia , sentir é tao banal, que já ninguem "sente" nada, pois que por nada se sente tudo, e quem ainda "sente" não pode nem tem como se exprimir pela falta de tudo dos outros ...
sábado, 17 de novembro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
Quando as palavras completam as sinfonias...
Se me perguntarem hoje, o que mais gostei em ti, direi que foi o facto de não te esqueceres, de te lembrares de muitas coisas que se passaram. atrevo-me a dizer que te lembrarás de pormenores assim como eu me lembro, porque o interesse era verdadeiro e por tempos a tua atenção focou-se inteiramente em mim. Tenho saudades sabes, apesar dos apesares tu foste uma pequenina parte de mim, foste história que me criou e definiu desde então, e isso ninguem apaga, nada, sentimento algum posterior. Por vezes lembro-me de momentos em que rimos, desabafámos, nos acarinhámos, e sei que foram porque tinham de ser, porque assim estava escrito. Sei que também te lembras, sei que te lembras a primeira vez que me nos vimos, que os nossos olhares se cruzaram, quando nos conhecemos, quando tomámos o nosso primeiro café, o que eu gosto, o que não gosto, quando dançámos a primeira vez, quando pediste folga para sair comigo, quando nos beijamos em publico, quando nos beijamos em privado, quando me levaste a conhecer aos teus amigos ... eu sei que sim. Desculpa por não ter correspondido ao teu espirito decisivo e impulsivo, desculpa por ter sido sempre tão precavida, e reservada... Eu desculpo-te pelo teu silencio e pelo teu adeus, e quem sabe, se a vida quiser, que se cruzem as linhas umas vez mais.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
where am I?
Já alguma vez te perguntaste o que é que aconteceu contigo? o que é que se passou que ja não consegues desenvolver nada novo dentro de ti? onde estão os sentimentos ? onde os deixaste ou perdeste? é como se a capacidade emocional de sentir vivamente se tivesse mudado para o apartamento do lado, ou aquela terrinha dos avós que só visitamos nas férias ... e tentas ir em busca disso, desse sabor bom da vida, procuras nos lugares, nas pessoas, nas coisas, nos paladares, por outras palavras, tentas substituir pelo caminho, aquilo que não consegues achar. triste. mas o tempo passa e não ha forma dessa falta ser preenchida; guardas e aceitas que futuramente este será o teu fado. deixas de procurar e vives... sonhando acordado com o que poderias estar a sentir naquele momento se o acaso fosse diferente. onde estão os meus sentimentos? quem me os levou? quem ficou com eles? se eles fugiram porque não voltam? haverá coisa mais vazia que um ser humano sem a capacidade de amar? de querer alguem? ... sim porque eu ja conclui que nao é culpa exclusivamente dos outros, mas tambem minha que impropositadamente tenho um bocado de nada no peito. um nada que não é triteza, não é dor, nem saudade é mais, apenas nada...
E isto, penso, é uma das maneiras de estar perdido, e talvez a pior, pois que é uma perdiçao sem motivo, estou perdida por um nada que se transforma no tudo da questão... well, se alguem me encontrar por ai, ligue-me e venha deixar a porta de casa, que ja ha algum tempo que me procuro.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
não achas triste? é tao triste quando nos apoderamos de um sentimento alheio apenas para sentir algo, para sentirmos que estamos vivos, vivendo essa dor ou essa alegria como se fosse nossa, agarrando-nos a qualquer réstia de esperança, uma esperança que tambem não nos pertence. não é triste? e choras de peito abero e dorido para te sentires vivo, porque encarnar em ti males de outrém é a unica coisa que te resta, é a unica coisa que te faz esquecer o teu proprio vazio, o teu corpo temporariamente desprovido de emoçoes...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
wanted
eu tentei, juro que tentei, mas não pude negar para mim mesma o que me movia naquele momento. e a devastação instalou-se no profundo íntimo do espírito meu, que demais devia ter estado suspenso. preciso de ti. urgentemente, preciso de ti. porque agora a chuva não cai devidamente, o sol não me aquece o sangue e ele não corre, indo apenas, no seu caminho rotineiro de manter este corpo...
e sim estes pensamentos próprios de quem sente saudade são proporcionalmente exagerados, mas isso não significa que o que sinto não seja igualmente exagerado. porque a vontade de te ter aumenta dia após dia os sentimentos celestes, que ainda que não possam ser satisfeitos já aprenderam a viver da vontade da vida e dos fios do destino. e é por isso que cada olhar teu representa em mim o dobro, cada toque, esitação, abraço ...
*"cause I'm a fool to want you"
e sim estes pensamentos próprios de quem sente saudade são proporcionalmente exagerados, mas isso não significa que o que sinto não seja igualmente exagerado. porque a vontade de te ter aumenta dia após dia os sentimentos celestes, que ainda que não possam ser satisfeitos já aprenderam a viver da vontade da vida e dos fios do destino. e é por isso que cada olhar teu representa em mim o dobro, cada toque, esitação, abraço ...
*"cause I'm a fool to want you"
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
e ela enche-me o coraçao de raiva! e rancor e nadas com que todos os dias me bombardeia. Que mal lhe fiz eu? nao serei eu merecedora do minimo do seu orgulho? do minimo do seu agrado?
A frieza tamanha que a compõe destroi-a, e destroi-me a mim, aos poucos...
e por enquanto refugio-me, deixando que o quente da salgada agua que me escorre pelos olhos me inunde a alma, mas não por muito mais ... está para breve o dia, o dia em que lhe viro as costas e lhe esfrego na cara o meu sucesso provido de todos os meus interesses, que a ela são lixo... um dia o lixo será reciclado, e formará uma nova pirâmide no Egipto, e ai vou olhá-la nos olhos e rir-me, rir-me muito de orgulho proprio e por ter chegado lá pelo passeio que ela abomina!
chega! chega da tua desvalorização!
A frieza tamanha que a compõe destroi-a, e destroi-me a mim, aos poucos...
e por enquanto refugio-me, deixando que o quente da salgada agua que me escorre pelos olhos me inunde a alma, mas não por muito mais ... está para breve o dia, o dia em que lhe viro as costas e lhe esfrego na cara o meu sucesso provido de todos os meus interesses, que a ela são lixo... um dia o lixo será reciclado, e formará uma nova pirâmide no Egipto, e ai vou olhá-la nos olhos e rir-me, rir-me muito de orgulho proprio e por ter chegado lá pelo passeio que ela abomina!
chega! chega da tua desvalorização!
sábado, 24 de dezembro de 2011
e porque nesta época a melancolia se apodera de nós, quero agradecer ao mundo e á vida a quantidade de coisas boas que possuo. pela oportunidade de ver muitas vezes as cores do céu num pôr do sol, pelo facto de sentir o toque de peles suaves, de poder cheirar os perfumes citadinos, desde o mangerico no canteiro ás castanhas que assam na praça pela mão dos vendedores.
quero agradecer todos os dias pelos amigos que tenho, pelas desilusões que ja sofri pois fizeram-me mais forte, pelas pessoas que entraram na minha vida e que me encheram os dias de risos e emoções, por todos os momentos de felicidade que ja vivi! um muito obrigado a todos os que complementam a minha vida!
*amor
afinal, não é de amor de que falamos?
quero agradecer todos os dias pelos amigos que tenho, pelas desilusões que ja sofri pois fizeram-me mais forte, pelas pessoas que entraram na minha vida e que me encheram os dias de risos e emoções, por todos os momentos de felicidade que ja vivi! um muito obrigado a todos os que complementam a minha vida!
*amor
afinal, não é de amor de que falamos?
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