sábado, 12 de dezembro de 2009

Cheiro de Paz


Vagueio pelas ruas frias da cidade, iluminada, pelas luzes que da época são caracteristicas sigo o caminho que me leva á paz, não uma paz qualquer, nem a deste ou do outro, mas a minha paz...
A minha paz é única, é tranquilizante, é especial e o modo como ela me envolve faz-me sentir feliz como uma criança em dia de aniversário...
Vagueio na rua e sinto-lhe o cheiro, o cheiro do frio, da própria rua, dos sentimentos que me acompanham e me correm no sangue...
O meu pensamento não pára, absorvo todas as notas musicas e timbres que o meu mp3 solta a cada segundo, a musica dá-me vida, objectividade, esperança; esperança de que tudo corra bem.
Chego ao meu destino, toda a minha atenção se concentra num único ponto de referencia, sinto a minha paz invadir-me, e a pele do rosto tatuada pelo frio do crepúsculo de Inverno.
Sorrateiramente, chega-me a felicidade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Stop!


Pára, ja chega!
Pára, e olha bem para ti!
Não queiras começar a pensar no mundo á tua volta,
nas coisas, nas pessoas,
nos actos e consequncias,
nas frases que soltas...

Não queiras começar a abrandar,
a deixar que a mente te conduza,
que a razao te domine,
que sintas a intelectualizaçao a funcionar... afinal, tens de parar.


Pára ou magoas alguem, pára ou magoas-te,
Pára mas pára mesmo tudo!
E dorme...

(monólogo)

domingo, 15 de novembro de 2009

Cinzas


Por vezes sais, e ficas muito tempo sem voltar... deixo de te ver, de te sentir, de te imaginar... acabo por me esquecer por momentos que um dia exististe, que vieste, me pediste para tentar, experimentar, que não iria cair...
Oh! Que erro ao acreditar! E assim vieste, e foste... Tão depressa como o rio que corre para o mar, como os dias de Inverno que do sol pouco deixam passar, efémero como o desejo de um chocolate que depressa abala, quado é pura e simplesmente por guloseira ao despertar...
Sabes, não guardo rancor, nem raiva ou o mal que vier, apenas guardo pena, do que ia (ou vai sendo) e poderia apenas ser, existir, ou ter existido, mas ao menos tinha sido.
Não, mas não, nunca o ponderaste, afinal como poderias? se nessa caixinha onde depositei toda a minha fé e força nada ficou guardado, e nada guardaste também na minha...
Enfim, esquece que a vida é assim, agora apenas olha para o futuro que eu o farei por mim... Até um dia, cinzas

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Senti

Senti-te como o papel;

Deste-me a mão;

E na quentura da tua pele,

Amparaste-me a solidão


Mas cedo me ensinaste,

Que não é o toque o melhor professor,

Na amargura que trago ao peito,

Trago também o teu amor.


Por entre as linhas das mãos,

Por entre as etapas da vida,

Aprendi da pior maneira a dor,

De que é ser ferida!


E é na escrita que me refugío,

E é na música que me embalo;

Digo adeus a este sentimento,

Que no meu eu agora calo.



(confissões passadas)

sábado, 10 de outubro de 2009

Qualquer coisa de nada


Posso fazer-te uma pergunta? És feliz? É que tudo mostras menos isso.
Quando chegaste ate mim e me cumprimentaste, quando me sorriste e os meus olhos fixaste, tudo parecia tão normal de acontecer. Quem visse aquele quadro não diria que já não somos amigos, quem o visse não diria que tu "não podias"... o mais engraçado é que, "nem eu"...
Tornaste aquele pedacinho de estrelas e lua tão simples e natural que de repente tudo tinha recuado; o tempo, os pensamentos, as atenções, as respostas e provocações. Numa mesa de amigos, uns copos expostos, usados, e outros a serem trocados, risadas, piadas e outras historias contadas. Oh meu Deus, há quanto tempo! Falavas com a miúda e dizias que essa flor era bonita, mas que era linda a que agora, com teus olhos, vias.
Não sei o que desencadeou o teu fervor nem a tua mente, não sei o que possibilitou o teu toque novamente, mas naquela noite, nada seria no actualmente, tendo o tempo recuado com tal brusquidão, que momentos não planeados foram levados pela emoção.
Tu nunca entenderás, como foste...
Tu nunca saberás, quem foste...
Porque só tu, sim, só tu, e para desgraça de minh'alma, tocaste os meus cabelos e de olhos serrados lhes sentiste o aroma, acariciaste minhas mãos admirando a forma, persuadiste-me tudo! de um só toque.
Sabes... para mim, tu não és feliz.


domingo, 13 de setembro de 2009

Desejo


Desejo ardentemente
O dia que te encontrarei,

Enfrentar-te num olhar forte

Desarmar-te como só eu sei...


Desejo ardentemente

O dia da vingança,

Que desse já o sinto perto,

E sei que perto ele está;

Somente incomodar-te já era o começo,

Daquilo que, em grande, um dia virá.


Sabes, eu sei que um dia ainda te irá doer,

Que ainda te irá custar,
Veres-me passar e saberes
Que por culpa tua, para ti não vou sequer olhar.

Odeio-te pelo poder que tiveste,
E que, de certo modo, não sei se ainda tens,
Odeio-te por tudo aquilo que fizeste,
E pelo que farás também.


Tentei parar-me, tentei e disse não,

Mas a tua força é maior,

E persuadiu-me o coração
Com todo aquele passado em vão...


Não, mas agora não,
Tudo vai mudar,

E nem que seja por um segundo,

uma ruga de desagrado nesse rosto vou marcar;

E em ti provocarei um sétimo daquilo que o vento de mim levou,

Sabes que sou capaz, sabes que olharás,
Sabes que gostarás daquilo que verás,

Só não sabes o que virá depois...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mudanças


Tudo muda,
Tudo se transforma,
Nada é igual,
Nada seria igual...


Necessito a aventura, a adrenalina,

A força do vento que me bate na cara,

O cheiro da terra molhada em tempos de Outono,

A sensação de aconchego num abraço largo...

Vivo pela Paz que anseio,
Pela dança que me envolva,

Pela vida que se desdobra,
Numa noite de nevoeiro...