terça-feira, 17 de setembro de 2013

Renascer

Há dias em que por mais que se tente não conseguimos usar palavras para explicar emoções, sentimentos, pensamentos, devaneios que nos sobem à cabeça querendo possuir-nos de todas as maneiras. Hoje foi um dia assim. Sinto-me sem palavras, sem qualquer modo de poder exprimir o que ... 

e com esta mudez renasci, que é só o que sei neste momento, renasci ao fim de quase 2 anos de coma emocional, um Nada que criei como um cobertor de inverno, que me mantivesse no meu mundo apenas, longe da intervenção de quem quisesse entrar por algum motivo. Quando dei por mim o cobertor já não saía, estava colado a mim como uma sombra que se mantêm ali, independentemente do que façamos. 

Consegui por fim destapar-me desta monotonia fazia. Renasci, deixei a luz entrar e tenho a certeza veio para ficar. Continuo sem palavras para descrever a minha ressurreição, mas senti-la, só por si, é mais que suficiente!





Obrigada vida !

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

copo meio cheio

eu tento desmitificar-me, a mim, a isto, sei lá. estou cheia de nadas que me fazem perguntas parvas e sem nexo. estou a cansar-me do modo apático do meu ser (não)emocional em que me encontro. 
o estar bem já não me chega. preciso dos nervos, das mãos frias e da ansiedade. preciso de me perder nos sonhos acordados e nos campos férteis da minha imaginação que tirou férias há uns bons tempos. preciso até da dor, para saber se afinal de contas ainda sobra alguma coisa desta alma há muito apagada.


e no entanto voltar a viver seria tão fácil quanto clicar num interruptor
um click certo pela pessoa certa
um click

sábado, 27 de julho de 2013

Disto

preciso disto. preciso desta loucura desmedida, desta luz que já fulcral se encontra para a minha sã existência. preciso disto. preciso de pensar, de sentir o amor que me tens mas que ainda não sentes, de ver na minha mente o calor da nossa história que está por vir. e sei. e quero. e acredito, piamente. um dia este "será", acabará por ser. e passaremos a ser um ser presente, 
que vive no agora, rodeado de respirações sentidas. 
se estou louca então que esteja, aceito de bom grado a minha condição. não pararei. não desistirei. sou louca, eu sei. sou demasiado "alá" do compreensível. sou quem quer compreender o incompreendido. sou quem gosta do mau para o poder tornar bom. ou então porque simplesmente gosto dele. sou feliz. sou tonta. mas nada me pára. 
sou sonho e alma e força que corre, sempre em frente.
Preciso disto.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Avisos


Ás vezes apetece-me sonhar alto, bem lá no alto dos meus gritos calados, bem lá na luz infinita da estrela que mais brilha. Encontrar uma realidade utópica das emoções humanas onde pudesse descansar meu corpo, relutante, cansado de tamanhos claustros.
Porquê estas Troias ? porquê estas Alexandrías de puro uso da carne e da alma? onde está a busca, a curiosidade do próximo, o mistério intrínseco de quem desconhece ao que desconhece?? Onde andam as palavras vaporosas de sílabas ditas com expressão pujante em modo de saliência? Onde andam a coragem, a bravura e a loucura pensadas como características de quem sente? 
Hoje, nesta vida, nunca mais conseguiremos tatuar mais Helenas, nem tampouco Julietas. Haveremos de ter mais séculos e séculos até que uma nova lenda se dê...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Tu!

eu preciso de te ter! preciso de te respirar perto de mim!, sim TU, TU, o meu maior sonho! a força que me conduz todos os dias pela distância inconformada! tu que pela beleza do teu ser conquistas pessoas todos os dias, e todos os dias me conquistas a mim. és o sonho por alcançar, a estrela que vejo de longe, mas a que a luz me aquece o dia e ilumina na noite. eu preciso dos meus sonhos, eu preciso da minha insanidade, tu es ambos, tu es TU! 





e ficarás pra sempre no meu amor, no amor que tenho por ti.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

(Des)Ter

O que outrora gritou, hoje, apenas silêncio. a profundidade da calmaria assusta-me. Eis o que nunca pensei presenciar em mim. E não por mão própria, e não por própria razão. Ao longe, a imaginação do que poderia ser um sibilar suspiro, o que fosse dele, de qualquer tipo de som ou ruido. E esta calmaria apazigua ainda que ambígua por seu morticínio em correria lenta. Cala o que quiseres, desdenha, cospe... que as marés te levarão onde estarás destinado quer queiras quer não.







(Des)tino

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu não sou a princesa que fica no castelo à espera que a guerra acabe,
sou aquela que veste uma armadura e vai à luta pelo que acredita !