domingo, 10 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Pedes-me que arrombe a porta para que o fantasma saia. Não consigo, não tenho força suficiente, a porta é persistente e consistente. E escondes-te no armário, qual criança com medo do escuro, mas que se fascina pela adrenalina desse medo. Queres sair dali, pedes ajuda, gritas em silêncio para que ninguém te ouça, ainda que haja quem o faça, como eu. A minha intervenção nada pode fazer por abrir a porta, porque eu não consigo derrubá-la e tu és o único que possui a chave. Há dias em que me pedes que fique contigo, amparando-te e dando-te a segurança do meu colo, há outros, em que te isolas de mim. Nada posso fazer, não te posso obrigar a falar comigo, mas a amizade tem de ter ambos os contributos, o meu e o teu, ela não sobrevive apenas com o meu lado, com a minha preocupação e a minha vontade de partilhar vida.
E eu parto, para que tu penses, reflictas, sobre os teus medos e quereres.
Vou levar o teu perfume comigo.
sábado, 2 de abril de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
listen
come quando tens fome ou gula.
ri quando te der graça.
luta quando tiveres a certeza.
ama quem amas sem porquês.
procura as pequenas coisas.
sê feliz.
procura o teu Norte*
segunda-feira, 7 de março de 2011
holding hands
deixei a janela aberta, recostei-me na minha cama a sentir o tempo frio e a ouvir o nada. apenas eu na minha companhia. imaginei-o. sonhei acordada, embalada na tranquilidade em que me encontrava e na paz interior que aquele momento de liberdade me estava a proporcionar. a janela estava aberta. por ela continuavam a entrar sons e sensações que me acalmavam, fazendo-me sorrir de soslaio. imaginei-o. tudo naquele momento era perfeito.
o tempo arrefeceu mais, tive vontade de encostar ou mesmo fechar a janela mas nao consegui, estava demasiado bem aconchegada para tal. sentia-me bem, como ha algum tempo nao sentia, o que me fez despertar para o receio, se ficasse demasiado frio poderia ficar doente, poderia ser-me prejudicial de alguma maneira... nao queria isso, estava tão bem... pensei, teria de fazer algo, ou fechava a janela ou ficava doente. ali fiquei, naquele impasse de felicidade.
*if you dont push me to stay,
I'll have to go away




